Edson GuittiDiretora de parques Lídia Maróstica diz que no Ingá não existe mais lugar para animais silvestres

O Ibama encerra hoje no Estado o primeiro cadastramento de proprietários de animais silvestres nativos, iniciado em 1º de janeiro. Cerca de 300 donos de passarinhos, papagaios, araras, jabutis e macacos criados em casa em 60 municípios do Noroeste se cadastraram no escritório regional do Ibama, em Maringá. Os objetivos do cadastramento são evitar o tráfico de animais silvestres e alertar as pessoas para o perigo de criá-los em casa.
Apesar da campanha do cadastramento, a grande maioria dos criadores não fez o cadastro com medo de complicações com a polícia. Muitos chegaram a deixar papagaios e saguis na porta do Parque Ingá, em Maringá. ‘‘O cadastro é só para a gente ter um controle sobre esses animais. Mais de 500 pessoas já ligaram para cá atrás de informações. Mas só cerca de 300 vieram preencher o formulário’’, informa a chefe do escritório do Ibama, Devanilde Galli.
Para o recadastramento, que pode ser feito até hoje, o dono do animal deve apresentar um atestado do veterinário sobre as condições de saúde do animal e preencher um formulário, que será enviado a Curitiba. Na capital, uma equipe da Superintendência do Ibama vai analisar o pedido de cadastramento e decidir se concede ou não um termo de depositário fiel ao dono do animal.

Objetivos são evitar
tráfico e alertar
pessoas para o perigo
de tê-los em casa


‘‘Muitas pessoas ficaram com medo do cadastramento e começaram a deixar seus animais na frente do Parque do Ingá. Só quero lembrar que não existe mais lugar aqui no parque’’, conta a diretora de parques da prefeitura, Lídia Maróstica. Para um macaco-prego se enturmar com o plantel do parque é preciso tempo e muito trabalho. ‘‘Se ele for largado por aí, morre, pois não sabe como conseguir alimento’’.
Lídia alerta ainda para o perigo que o animal silvestre (papagaio, jabuti, arara, macacos) criado em casa pode representar. ‘‘Sua mordida pode transmitir tétano e raiva’’. O Parque Ingá tem hoje 300 animais silvestres em cativeiro, entre aves, répteis e mamíferos.
Rio ParanáFuncionários da Hidrelétrica de Itaipu Binacional começam a salvar animais silvestres, principalmente cervos-do-pantanal, atingidos pela cheia do Rio Paraná, no arquipélogo fluvial de Ilha Grande, em Guaíra. A água subiu mais de três metros, segundo o Departamento de Hidologia da empresa, o que obrigou animais a deixarem a ilha e procurarem as margens em busca da sobrevivência.
Os tecnicos da Itaipu já resgataram seis cervos-do-pantanal que estavam nadando contra a correnteza. Outros oito foram acompanhados, de barco, até chegar as margens do Rio Paraná. Alguns animais tiveram quer levados para um refúgio para tratamento. Segundo o veterinário Wanderlei Moraes, responsável pelo trabalho, muitos moradores da região tentaram fazer a captura. Porém, a falta de técnica acabou machucando os animais.
‘‘Existe muita gente tentando ajudar, mas o melhor a fazer é acompanhá-los’’, diz Moraes. Alguns animais foram transferidos para Foz do Iguaçu e estão sendo tratados no Refúgio Biológico da empresa. O tratamento deve levar entre 15 e 30 dias. (Colaborou Antônio França, de Foz do Iguaçu)

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