Ibama embarga portos de areia
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segunda-feira, 24 de março de 2003
Vânia MoreiraEquipe da Folha 
Guaíra O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) autuou e embargou semana passada os depósitos das cinco mineradoras que extraem areia no Rio Paraná em Guaíra (114 km a sudoeste de Umuarama). Nenhuma das empresas tinha licença ambiental para funcionar. Cada mineradora foi multada em R$ 100 mil por ocupar e depredar a faixa de preservação permanente que, no caso do Rio Paraná, é de 500 metros de extensão. Há mais de três anos o Ministério Público vem cobrando das mineradoras o cumprimento da legislação ambiental.
Segundo o técnico do Ibama de Cascavel, Valter Gonçaves dos Santos Filho, o órgão não embargou as cerca de 700 mil toneladas de areia estocadas nos depósitos porque seria impossível remover e destinar o material. Os proprietários poderão comercializar a areia estocada, mas não poderão fazer novos depósitos nas áreas embargadas.
''Se quiserem continuar extraindo, terão de encostar as balsas e carregar os caminhões em atracadouros ou outros locais de acesso permitido'', explicou Santos. As mineradoras tem 20 dias para entrar com recursos contra as multas e o embargo. A Folha tentou ouvir ontem os donos das empresas, mas os que foram localizados não quiseram comentar o assunto.
Segundo o técnico, as mineradoras terão de demolir obras e recuperar as áreas ocupadas atualmente, a maioria delas a menos de 10 metros da margem do rio. A areia é extraída no leito do rio por balsas equipadas com bombas de sucção e lançada nos depósitos, a maioria deles localizados a menos de 10 metros da margem.
Os depósitos somente poderão ser instalados a uma distância mínima de 500 metros da margem. Nas próximas semanas, o Ibama pode autuar e embargar outros portos de areia que funcionam irregularmente ao longo do Rio Paraná.


