Com cinco fiscais para atender cerca de 90 municípios da região, o escritório regional do Ibama é, talvez, o órgão ambiental menos conhecido pela população londrinense. É dele a responsabilidade de fiscalizar os rios que estão sob domínio da União - Paraná e Paranapanema, essencialmente - e as bacias que os formam. A equipe também atua na proteção da fauna e flora silvestre.
''Somos o segundo maior escritório regional do Ibama no Paraná. Tentamos fazer o melhor possível, trabalhando a partir das denúncias da população'', afirma a chefe do escritório, Neusa Maria Emídio. Se não bastasse a falta de pessoal, ela revela que ainda enfrenta a dificuldade na liberação de verbas. Para receber o repasse federal, precisa solicitar ao Ibama de Curitiba, que passa o pedido ao de Brasília, que repassa ao Ministério do Meio Ambiente.
Como o órgão tem projeção nacional, Neusa não esconde que alguns políticos tentam interferir no trabalho. Conta que, em 27 anos no Ibama, já sofreu pressões políticas.
Para ela, o órgão é menos visível em Londrina porque as questões ambientais devem ser tratadas nas esferas mais próximas da população, na Sema e no IAP. ''Isso é a supletividade. Mas acredito que aqui no município quem tem atuado de maneira importante é o Conselho de Meio Ambiente. É importante que a população conheça e participe dele'', sugere.
Sobre a falta de técnicos e fiscais para atender a demanda local, Neusa revela em tom esperançoso que há previsão de contratação através de concurso público. ''A prioridade do governo federal é a Amazônia, isso é indiscutível. Então não sei se nossa região será beneficiada, mas há a possibilidade''.(G.B.)

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