São Paulo - A multa a ser paga pela importadora e transportadora dos 25 contêineres repletos de lixo doméstico encontrados em Santos na última sexta-feira, dia 17, deve ser definida home. A informação é da chefe do regional do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Ingrid Oberg.
''A primeira multa foi fixada em R$ 155 mil. A segunda deve ser fixada amanhã (hoje)'', disse. Como a empresa que enviou o lixo não tem representação oficial no país, o Ibama não pode multá-la. Segundo Ingrid, a carga de lixo doméstico que veio da Inglaterra ''não tem lógica alguma''. ''Exportar lixo doméstico é proibido pela Convenção de Basiléia'', afirmou.
A chefe do Ibama contou à Agência Brasil que as investigações estão a cargo da Polícia Federal e que a regional de São Paulo já encaminhou todos os trâmites burocráticos necessários para Brasília. ''Eles estão tratando com os ministérios do Meio Ambiente e das Relações Exteriores para repatriar o lixo'', completou.
De acordo com ela, que viu os contêineres de perto, a carga já cheira mal e é difícil precisar o que há nela. ''Não queremos abrir o lixo para não poluir a área alfandegária'', disse. Ingrid afirmou também que a suspeita é que os contêineres estejam abandonados no porto de Santos desde novembro do ano passado.
Procurada ontem, a Polícia Federal informou que o caso está em fase investigatória e não há novas informações sobre o lixo encontrado em Santos. A agência BBC Brasil infomou no sábado que a Agência Ambiental da Grã-Bretanha está investigando o caso e as empresas responsáveis pela exportação de lixo para o Brasil podem ser processados, multados e até punidos com prisão.

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