Ibama debate novo porto em Itapoá
Rubens Burigo Neto
De Curitiba
Deve acontecer amanhã, na cidade de Itapoá litoral norte de Santa Catarina, a 140 km de Curitiba a audiência pública em que técnicos do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) vão apresentar o Relatório de Impacto Ambiental (Rima) sobre a instalação de um terminal portuário na baía da Babitonga. Neste ano a associação dos moradores, amigos e proprietários de Pontal do Norte e Figueira do Pontal (a região onde o porto pode ser construído) conseguiu Justiça cancelasse a audiência por três vezes.
E amanhã, não deve ser diferente. A advogada da entidade, Cristiane Kollia, admitiu ontem que existe a possibilidade de ser impetrada uma nova ação para impedir a apresentação do Rima. Mais de 80% dos donos de imóveis e veranistas do balneário são paranaenses, de acordo com estimativas da própria prefeitura de Itapoá. Por isso a discussão sobre a instalação do terminal está causando tanta polêmica. A associação ambientalista Xama conseguiu no último final de semana mais de 400 assinaturas contra o projeto.
Sem a pavimentação da rodovia SC-415 (da BR-101 até Itapoá), que também não tem Rima, o projeto do porto fica inviabilizado, comentou João Bello, diretor da entidade. Ele se referia à declaração do diretor da Itapoá Terminais Portuários S.A., Cássio de Toledo Piza Junior, no jornal Gazeta Mercantil do dia 6 de março, onde ele condicionou a realização do investimento (estimado em R$ 120 milhões) à construção da rodovia.
Segundo informações da secretária de Piza, ontem ele viajou para Itapoá e não poderia ser encontrado. O prefeito da cidade, Ademar Ribas do Valle (PPB), contradisse a informação de Bello. O governador Esperidião Amin (PPB) está buscando recursos para construir a rodovia; que tem Rima e deve ficar pronta até o fim do ano. Ribas assegurou que a audiência pública para explicar o Rima do porto vai ser realizada sem problemas. Eles estão jogando para a torcida, afirmou, ironizando a intenção dos moradores e ambientalistas de impedir a reunião na Justiça.





