A Procuradoria do Ibama no Paraná anunciou que os técnicos enviados para realizar uma perícia na Estrada do Colono, via que liga Medianeira a Capanema cortando o Parque Nacional do Iguaçu, tiveram suas despesas pagas pela associação que mantém aberto ilegalmente o tráfego no local. O laudo final dos peritos aprova a abertura da Estrada do Colono ‘‘com restrições’’ para o uso dos moradores da região Oeste. O trecho está aberto irregularmente desde 1997.
A comprovação da denúncia, apresentada há seis meses pela procuradoria, foi confirmada esta semana depois que a empresa Vega Turismo, responsável pelo pagamento das diárias dos peritos, apresentou notas que a ligariam com a Associação de Integração Comunitária Pró-Estrada do Colono (Aipopec).
Na época, o assessor da entidade, Marcos Pagani, negou envolvimento da Aipopec com o caso. A confirmação da denúncia foi anunciada ontem, às 19 horas, na sede do Ibama em Foz do Iguaçu, pela procuradora-chefe do instituto no Estado, Andrea Vulcanis Macedo Paiva. Segundo ela, o pedido de suspeição dos laudos emitidos pelo professor de engenharia florestal Ronaldo Viana Soares e pelo engenheiro civil Gualter Luiz Ferreira, está aguardando parecer definitivo na 1ª Vara de Justiça em Curitiba.
‘‘O pedido é antigo, mas somente agora tivemos a confirmação dos funcionários da Vega sobre a origem dos R$ 900,00 gastos para hospedar cada um dos técnicos. Notas fiscais comprovam a intermediação da agência’’, disse Andrea. O Ibama luta para manter a Estrada do Colono fechada, como determina uma decisão judicial. A Aipopec argumenta que o desenvolvimento da região Sudoeste depende do caminho mais curto que a liga ao Oeste.

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