Ibama começa a investigar fraude milionária
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domingo, 28 de setembro de 2003
Carlos Mendes<br> Agência Estado 
Belém - Uma onda de fraudes contra os cofres públicos patrocinada por mais de cem empresas madeireiras e cinco servidores do órgão está sacudindo o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em Belém. Levantamento preliminar da comissão de sindicância instaurada para apurar o caso revela uma estimativa modesta de R$ 4 milhões que deixaram de ser recolhidos aos cofres do Instituto.
A falcatrua consistia em não registrar nos computadores do Ibama, dar quitação ou mesmo apagar do sistema, as multas contra madeireiras flagradas derrubando ilegalmente as florestas do Pará.
Por ordem do gerente-executivo do Ibama, Marcílio Monteiro, as dívidas serão todas cobradas. Duas multas a uma mesma empresa, no valor de R$ 700 mil, simplesmente desapareceram do computador como se nunca tivessem existido.''Vamos punir exemplarmente quem praticou essas fraudes e já solicitamos ao Ministério Público Federal que processe as madeireiras envolvidas.'', disse Monteiro. Ele fez questão de revelar que foram servidores do Ibama que denunciaram as fraudes.
O processo administrativo começou hoje. A comissão, presidida pelo procurador federal do Ibama, Petrônio Martins, terá 60 dias para apurar as irregularidades.
Além da participação de pessoas estranhas ao órgão, diversos servidores do Ibama contribuíram para a fraude. No setor de protocolo, por exemplo, vários documentos fraudulentos foram registrados fora do horário de expediente.


