Ibama apreende no porto carga de produto tóxico
Cerca de 3,7 mil toneladas de acrilato de butila, um produto químico usado na fabricação de tintas, foram apreendidas na noite de terça-feira no porto de Paranaguá, litoral do Estado. Fiscais do Instituto Brasileiro do Meio-Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Instituto Ambiental do Paraná (IAP), agentes da Receita Federal e da Polícia Federal interromperam o bombeamento da carga para os tanques do terminal marítimo da empresa Catallini. O produto é considerado tóxico e inflamável.
De acordo com o biólogo responsável pelo Ibama no litoral, Lício Donit, a Catallini não tinha licenciamento para operar com o acrilato de butila. A empresa foi multada em R$ 4,9 mil, recebeu dois autos de infração-administrativa e foi enquadrada no artigo 56 da Lei de crimes-ambientais, que proíbe o manuseio de produtos sem autorização dos órgãos de defesa ambiental. A pena prevista é de um ano a quatro anos de prisão.
A denúncia foi feita ao Ibama por moradores do bairro do Rocio, que sentiram o forte cheiro exalado pelo produto químico. Não é a primeira vez que a Catallini causa problemas com o manuseio do acrilato de butila. No final de fevereiro uma quantidade desconhecida do produto vazou e foi parar na rede de águas pluviais de Paranaguá. O acrilato chegou a subir pelo ralo das pias de algumas casas. No dia 1º deste mês, o IAP autuou a Catallini por estar recebendo o produto químico. A empresa recebeu multa diária de R$ 500,00, enquanto não interrompesse a atividade.
O biólogo do Ibama Lício Donit revelou que durante a operação de apreensão do produto, moradores que residem próximo ao terminal exibiram laudos médicos que apontavam intoxicação respiratória por produto químico. O Fórum Pró-Conservação ds Natureza no Paraná emitiu nota a imprensa defendendo a doação de medidas mais drásticas por parte das autoridades ambientais, que são diretamente responsáveis por qualquer dano para a população e para o meio-ambiente.





