Desde o final da última semana, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) apreendeu, no Litoral do Paraná, 450 quilos de camarão pescados ilegalmente. Neste período, o Ibama realizou fiscalizações diárias no mar, na tentativa de evitar a pesca indiscriminada do camarão por causa da Semana Santa. A pesca está proibida de março a maio em função do período de defeso (época de reprodução). A intenção do Ibama é continuar com ação semelhante de fiscalização diária para inibir a ação dos pescadores.
‘‘A quantidade apreendida é muito pequena. Com certeza a pesca ilegal é maior e nós não estamos conseguindo pegar’’, diz um dos coordenadores da operação, Paulo Roberto Matoso Dittert. Para ele, a única maneira de reduzir a pesca ilegal é fazer um esquema de fiscalização diária. ‘‘Assim, o pescador vai saber que estamos na área e não vai correr o risco de ser pego’’, afirma. A estratégia será fazer um rodízio entre os fiscais, mantendo sempre equipes de oito pessoas na área.
Além dos 450 quilos de camarão foram pegos cinco barcos, apreendidos os pescados e apetrechos usados na pesca. Os pescadores foram autuados com multas variáveis entre R$ 500,00 e R$ 2 mil mais R$ 10,00 para cada quilo de camarão apreendido. Eles também responderão a inquérito policial conforme prevê a lei de Crimes Ambientais e podem ser condenados de um a três anos de reclusão.
De acordo com o biólogo Lício Domit, do Ibama, nas regiões sul e sudeste ‘‘os estoques de pescados estão superexplorados, principalmente os camarões’’. Ele ressalta os danos causados pela pesca de arrasto – modalidade proibida no período de defeso – porque 85% do que a rede pega são descartados, já que pega muitas espécies de peixes jovens, que acabam morrendo quando poderiam crescer e ser comercializados posteriormente.
Apesar do período de defeso ter iniciado em março, o Ibama não atuou naquele mês, de acordo com Matoso, por falta de recursos.

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