Ibaiti realiza trabalho conjunto e baixa índice
O quadro mais alarmante do Norte Pioneiro foi registrado em Ibaiti (94 quilômetros ao sul de Jacarezinho). Em 1994, de mil bebês nascidos vivos, 74 morreram com menos de um ano. O município chegou a ser comparado com cidades de extrema carência do Nordeste brasileiro, onde o índice de mortalidade chega a 80% em cada mil nascidos vivos. Em 1996, o índice baixou para 42,59, mas ainda é considerado alto. O município tem 25 mil habitantes.
Preocupado com o quadro, o secretário de saúde do município, Walter Dias Bueno, desenvolve um programa de apoio à criança. É um trabalho que une prefeitura, Pastoral da Criança, sindicatos e associações. Segundo ele, antes a política de saúde de Ibaiti era isolada. Muitas mães faziam o pré-natal somente na hora do parto.
O município sofre com a falta de recursos. O único meio de reverter o quadro é unir as associações voluntárias e agentes comunitários para um trabalho de conscientização e orientação junto à comunidade.
Segundo ele, o trabalho conjunto para acompanhar o futuro do bebê começa no hospital, como atendimento adequado, vacinas e orientações básicas para as mães. Em seguida, os agentes comunitários e voluntários da Pastoral da Criança acompanham os problemas familiares no dia-a-dia.
Os maiores problemas de Ibaiti, para o secretário, são a pobreza e a falta de higiene. Quantas mães trazem a criança desidratada para o hospital, depois voltam para casa e não têm condições de comprar medicamento, misturam a criança com o ambiente da casa totalmente sujo, com animais domésticos e o resultado é que a saúde do bebê está constantemente ameaçada.
A saúde municipal adotou o sistema de tratamento do bebê sempre na compania da mãe. Estando junto com o filho, a mãe pode pelo menos assimilar os cuidados básicos que se deve ter com o bebê, disse Bueno.
Em somente dia, quando se passa ao lado do bebê no hospital, dá para aprender coisas importantes, disse Ana Maria da Silva, um dia após ter dado a luz ao seu primeiro filho.





