Ibaiti - O prefeito de Ibaiti (94 km ao sul de Jacarezinho), Roque Fadel (PTB), decretou ontem luto oficial de três dias (a partir de hoje) pela morte do padre Joaquim Raimundo Braz. O pároco de Matinhos nasceu em Cordeslândia-MG em 1960, mas viveu a infância e adolescência em Ibaiti. Na década de 80, concluiu seus estudos no Seminário Maior Divino Mestre, em Jacarezinho. Padre Joaquim era conhecido na região pela sua alegria e disposição. Ele era o décimo-primeiro filho de uma família de 12 irmãos. A maioria da família de Braz ainda mora em Ibaiti e trabalha no setor agrícola.
Os familiares e amigos receberam a notícia da morte do padre na noite de segunda-feira. Ontem a comunidade ainda estava surpresa e inconformada com a notícia. Uma sobrinha do padre, Patrícia Caskoski Braz, disse que a família está inconformada. Ela contou que o tio esteve no município há menos de um mês e visitou parentes e amigos. Outra sobrinha, Rosângela Maria Braz Rocha, disse que a família não acreditava nas informações. ‘‘O clima é de desespero. É inacreditável que ele tenha sido assassinado’’, disse.
O bispo emérito de Jacarezinho, Dom Conrado Walter, disse que o modo simples do padre Joaquim atraía muito as pessoas. Segundo ele, o padre tinha paixão pelo reino de Deus e era vaidoso, sem ser orgulhoso. Ele destacou a atuação do padre em Matinhos e disse que a Igreja perdeu um grande apóstolo. O bispo confidenciou que o padre havia comentado, há cerca de 15 dias em uma visita, que escrevia um livro sobre a morte. Ele explicou que gostava do tema e que sempre acompanhou os velórios, principalmente, dos mais pobres. ‘‘Toda a diocese de Jacarezinho está triste’’, lamentou.
O padre Joaquim Braz será enterrado em Ibaiti. A chegada do corpo está prevista para às 12 horas. Na igreja matriz será celebrada, pelos bispos e padres da região, a missa de corpo presente. Durante o cortejo, estão previstas manifestações em favor da paz.

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