Iate tenta manter sede em Foz
Ao contrário da associação de Toledo, o Iate Clube de Foz do Iguaçu está tentando negociar com Itaipu a manutenção da sede, que também fica às margens do reservatório. A proposta se baseia na data do comodato concedido pela binacional (1985), três anos antes da promulgação da lei ambiental junto a Constituição (1988), que passou a exigir relatórios de impacto ambiental e de fiscalização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
Os diretores do clube afirmaram ontem que a negociação continua em andamento. O vice-comodoro Ademir da Correia deixou claro o interesse da diretoria em acatar as alterações solicitadas pelo Ministério Público, principalmente a mudança dos barracões onde os associados guardam os barcos.
O promotor de Defesa do Meio Ambiente, Luiz Francisco Marchioratto, contestou o andamento das negociações e afirmou que, dentro de uma semana, será solicitada a reintegração de posse da área. O prazo final já estrapolou. Entraremos com o pedido de devolução do terreno, enquanto o Ibama solicitará o embargo das obras, disse Marchioratto, referindo-se às construções em locais considerados proibidos pela legislação.





