O diretor-presidente do Instituto de Ação Social do Paraná (Iasp), José Wilson de Souza, garantiu ontem que as instalações da Unidade Social Oficial de Internação de Londrina (Usoil) são seguras para a finalidade que foram construídas. Novas transferências, segundo o Iasp, podem ocorrer a qualquer momento. A segurança do educandário, como a unidade é mais conhecida, foi colocada em dúvida em um documento feito por funcionários no final de agosto. Souza afirmou que tomou conhecimento do relatório por terceiros e assegurou que a maioria das melhorias elencadas já foram solucionadas. Localizada na Zona Sul, ao lado da Casa de Custódia de Londrina (CCL), a instituição abriga 46 adolescentes infratores que, em sua maioria, estavam apreendidos em delegacias do Estado.
De acordo com Souza, a direção do Iasp não recebeu oficialmente o relatório feito por funcionários. Mesmo assim, ele disse que já teriam sido implementadas todas as sugestões que estavam de acordo com a proposta pedagógica. A unidade foi inaugurada em 26 de julho com o propósito de reinserir o adolescente no meio social oferecendo cursos profissionalizantes, educação, cultura e esporte. ''Muitas coisas vão contra essa proposta e não serão modificadas'', adiantou o diretor-presidente do Iasp. Ele comentou que, mesmo depois de três rebeliões, ''não pretende transformar a unidade em uma penitenciária''.
Souza enumerou que a falha no sistema de tranca das portas está sendo contornada. Os funcionários relataram que as barras de ferro eram facilmente retiradas pelos internos. Outro problema destacado no documento era a falta de uma lavanderia para lavar as roupas dos menores. O diretor-presidente do Iasp rebateu dizendo que o equipamento sempre existiu e os internos nunca ficaram sem trocar de roupas por esse motivo. Sobre a falta de contato dos adolescentes com familiares, Souza também garantiu que nunca ocorreu. Ele afirmou que assistentes sociais mantém contato com as famílias e aquelas que não podem comparecer à visita semanal conversam, por telefone, com os internos.
O engenheiro-chefe da regional de Londrina do Departamento Estadual de Construção, Obras e Manutenção (Decom), Valmir Matos, confirmou que fez uma inspeção visual na unidade há 15 dias e comprovou que a obra executada pelo município está de acordo com o projeto. Ele afirmou que fez apenas algumas recomendações que já estariam sendo providênciadas.
A direção do Iasp informou que dois técnicos e quatro educadores foram demitidos por não se adequarem à forma de trabalho e por demonstrarem não ter condições de atuarem com adolescentes infratores. As ''reavaliações'' estavam previstas no contrato temporário de um ano assinado pelos aprovados no teste seletivo. Já o afastamento por 30 dias do diretor Tito Valle, segundo o Iasp, teria sido solicitado por ele próprio. Em seu lugar assumiu interinamente a diretora técnica do Iasp, Lilia Drews.

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