Curitiba - Técnicos do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) estiveram ontem na Pedreira Argras, na localidade de Roça Nova em Piraquara, Região Metropolitana de Curitiba, para apurar a denúncia de que a empresa estaria explorando minérios acima da cota de mil metros de altitude permitida pela legislação ambiental, além de funcionar com licença ambiental vencida. Segundo o diretor do IAP, Mário Sérgio Rasera, não foram constatados indícios de novas explosões no local.
''A pedreira não está em funcionamento. Tem gente quebrando pedra embaixo do paredão, local que está fora da área do parque e onde isso pode ser feito'', disse Rasera. Segundo ele, a pedreira vem sendo monitorada com mais rigor desde a criação do Parque da Baitaca, em 5 de junho, e a renovação do licenciamento está em análise. A área onde está a pedreira tem 33 alqueires e, de acordo com o diretor do IAP, 95% estão dentro do parque. ''Provavelmente a empresa não poderá mais explorar minério naquela área e será indenizada'', explicou.
Na lavra que já existe, a retirada de minério pode ser feita apenas na base do paredão e, mesmo assim, até determinado limite, para que sejam conservadas bancadas, como degraus, facilitando a recuperação ambiental do local.
Segundo o integrante da Organização Não Governamental Filhos da Natureza, Ari Pinto Portugal, desde 1996 a pedreira estaria explorando minérios acima da cota de mil metros de altitude. Na última sexta-feira, ele teria fotografado a pedreira em operação, fazendo perfurações para voltar a fazer explosões. Ari Portugal diz que comprou uma área vizinha à pedreira em 1999, quando a empresa não tinha autorização do IAP nem do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) para funcionar. Ele pretendia construir uma pousada ecológica no local.

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