O chefe regional do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) em Londrina, Ney Paulo, disse ontem que o impacto ambiental da construção do Lago da Zona Norte, no Conjunto Milon Gavetti, poderá ser mínimo. Técnicos do IAP estiveram ontem à tarde no local para vistoriar a área destinada às obras do lago. A visita teve como objetivo levantar subsídios para que o órgão estadual aprecie o pedido de licença prévia feito pela prefeitura.
De acordo com Ney Paulo, chefe regional do IAP, o instituto fará um parecer sobre as condições do espaço e o eventual impacto ambiental da construção. ''Acreditamos que este impacto seja mínimo, visto que o fundo de vale já está degradado. Está com pouca mata ciliar e com entulhos. É a cultura da população, de jogar lixo em fundo de vale. Nesse sentido, o lago ajudará.''
Numa análise preliminar, Paulo apontou que a prefeitura deverá se ater a duas questões: primeiro, a posição de um campo de futebol localizado no fundo de vale. Segundo informações da Secretaria de Obras, o projeto prevê que o lago artifical ficará a cerca de 15 metros do espaço onde atualmente está o campo, sendo que as normas ambientais recomendam distância de 30 metros. Segundo, o IAP apontará a necessidade de desvio da rede de esgoto sob o fundo de vale.
O lago artificial ficará entre a Avenida Curitiba e a Rua Professora Célia Gonçalves Dias. O projeto prevê espelho d'água cobrindo uma faixa de 35 mil metros quadrados, pista de caminhada iluminada com 1,4 mil metros e três praças de ginástica. Além disso, será mantida uma área de preservação de cerca de 15 mil metros quadrados. A área toda tem 174 mil metros quadrados e deverá beneficiar uma população superior a 100 mil pessoas, com custo estimado de R$1,5 milhão.
Os técnicos definirão se será necessário apresentar um Estudo de Impacto Ambiental (EIA/Rima) ou somente o Plano de Controle Ambiental (PCA). ''A diferença é que o PCA é mais rápido e simples. Pode ser feito em dias, enquanto o EIA demoraria meses'', disse Paulo. Após a concessão da licença prévia, a prefeitura precisará entrar com pedido de licença de instalação, quando o IAP realizará nova análise do projeto, desta vez mais minuciosa.
O secretário de Obras, Aloysio Crescentini de Freitas, citou que existe um projeto da Sanepar para resolver a questão da rede de esgoto, que deve ser transposta. ''Quanto ao campo de futebol, vamos esperar a posição oficial do IAP. Havendo necessidade, vamos adequá-lo ou removê-lo'', comentou o secretário.

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