O presidente do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), José Antônio Andreguetto, disse ontem que o instituto vai acompanhar a retirada dos tambores com produtos químicos dos depósitos da empresa Recobem Indústria e Comércio de Tintas e Vernizes Ltda., em São José dos Pinhais (Região Metropolitana de Curitiba). A empresa fazia a reciclagem de químicos e teve falência decretada em 1995.
‘‘Quando a remoção do material começar a ser feita, estaremos fiscalizando’’, afirmou. De acordo com ele, o IAP quer se certificar de que o material será armazenado em local adequado, possivelmente em um aterro industrial, onde não ofereça risco ao ambiente e à população.
Liminar da juíza Maria Roseli Guiessmann, deferida no dia 29 de dezembro do ano passado, determina que os tambores sejam removidos pelas empresas que forneciam material para a Recobem. Andreguetto destacou que a notificação das empresas está sendo feita pela Justiça.
O presidente do Conselho Municipal de Meio Ambiente de São José dos Pinhais, João Teixeira da Cruz, disse que o conteúdo é tóxico e está poluindo os rios Ressaca, Itaqui e Miringuava, afluentes do Iguaçu.
Nos autos da ação civil pública ambiental – que obteve a liminar da juíza –, consta que todas as empresas envolvidas devem fazer a remoção dos tambores e dos resíduos enterrados, sob pena de multa diária de R$ 10 mil. Estão arroladas nos autos empresas instaladas no Paraná, São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

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