Curitiba
O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) inicia na próxima semana a avaliação do Estudo de Impacto Ambiental (EIA) para decidir se autoriza ou não a construção da usina termoelétrica a carvão em Paranaguá. O EIA, realizado por técnicos da Fundação da Universidade Federal do Paraná (Funpar), foi encaminhado ao IAP quinta-feira pelo consórcio Grupo Empresarial Termoelértrico do Paraná (Getep). O IAP ainda não estabeleceu a data em que o resultado será divulgado.
Há cerca de um mês, o governador Jaime Lerner determinou a suspensão do projeto de construção da termoelétrica, que tinha a Companhia Paranaense de Energia (Copel) como sócia minoritária. O anúncio do governador foi feito antes da divulgação do Estudo de Impacto Ambiental e irritou os outros participantes do consórcio. ‘‘A opinião do governador sobre a construção da usina foi meramente pessoal e não deve ser levada em consideração’’, disse o diretor da Getep, Joaquín Cornejo.
Apesar da negativa do governo, o projeto continua sendo conduzido pelo Getep com apenas duas empresas como sócias, a Chilgener (do Chile) e a paranaense Inepar. Segundo o diretor da Getep, o EIA concluiu que a usina é viável do ponto de vista ambiental e não causará os impactos negativos previstos pelos ambientalistas. Quando o projeto foi anunciado, vários ambientalistas disseram que o Litoral paranaense ficaria contaminado pelas cinzas e fumaça e produzidas pela usina. ‘‘Nossa proposta será aprovada porque estamos obedecendo à lei ambiental e avaliação do IAP será técnica e não política’’, acredita Cornejo.
Ontem, o diretor da Getep viajou a Paranaguá para entregar pessoalmente o resultado do estudo ao prefeito municipal, Mário Roque, que defende a construção da usina.

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