IAP suspende operações da ALL
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domingo, 19 de maio de 2002
Célia Guerra Reportagem Local 
O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) suspendeu anteontem o carregamento e o transbordo de combustíveis no pátio da América Latina Logística (ALL), que fica ao lado do pool, na zona oeste de Londrina. A medida, segundo o chefe regional do IAP, Andrew Pinheiro Neto, valerá até que a empresa prove que não há contaminação do solo. Há cerca de 10 dias moradores da região denunciaram o vazamento de óleo no Ribeirão Lindóia, que fica próximo ao local.
Fiscais do IAP fizeram investigações no pátio da ALL e, informou Pinheiro Neto, encontraram resíduos de óleo ao lado dos trilhos e em outros pontos. O órgão determinou que em 15 dias a empresa faça uma limpeza no pátio de manobras, além de estudos hidrogeológicos do solo e apresente um projeto de contingência colocação de canaletas para conter possíveis vazamentos.
A ALL está sendo investigada pelo IAP há cerca de 40 dias, afirmou Pinheiro Neto, quando ocorreu um acidente com uma locomotiva e o derramamento de combustível. O instituto está elaborando um laudo ambiental e o chefe regional prevê a aplicação de sanções administrativas à empresa.
O vazamento no Lindóia, na avaliação do chefe regional do IAP, é um dos maiores do Estado, perdendo apenas para o desastre ocorrido na refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária, Região Metropolitana de Curitiba, em julho de 2001. Nesse acidente, foram derramados 4 milhões de litros de petróleo nos rios Iguaçu e Barigui. Naquela época, a Petrobrás deu ao governo do Estado um cheque de R$ 19 milhões para custear a recuperação dos rios. Pinheiro Neto disse que o IAP quer com urgência que se descubra a origem do vazamento.
A ALL, segundo a assessoria de imprensa, iniciará hoje os estudos de solo exigidos pelo IAP. A empresa garante que não tem responsabilidade alguma pelo vazamento do Lindóia pois, como informou, só realiza o transporte de combustíveis que pertencem ao pool. O projeto de contingência, de acordo com a assessoria, só será necessário caso seja comprovada a contaminação.
Hoje, começam também os trabalhos da empresa de São Paulo (SP) Hidroplan Hidrogeologia e Planejamento Ambiental para detectar como o combustível está contaminado o lençol de água. A empresa foi contratada pelo Pool.
A equipe de reportagem da Folha esteve ontem no local do vazamento e não havia nenhuma equipe trabalhando. Apenas o chefe do IAP estava nas proximidades do pool verificando o cumprimento da ordem por parte da ALL. A Folha tentou também novo contato com a Petrobrás no Rio de Janeiro, mas ninguém atendeu os telefonemas.


