IAP só libera aterro se mudar captação do Tibagi
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sábado, 27 de maio de 2006
Adriana Ito<br>Reportagem Local 
O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) encaminhou, na semana passada, uma avaliação técnica para a Prefeitura de Londrina condicionando a liberação da construção de um novo aterro sanitário à mudança do local de captação de água da Sanepar no Rio Tibagi. Segundo o chefe do IAP em Londrina, Carlos Alberto Hirata, é proibida a emissão de licença prévia em casos como esse, em que a atividade é poluidora e fica em uma área do montante de captação do rio. ''Se não houver proposta de alteração da locação dos encanamentos, todas as três áreas (na Zona Sul) propostas serão consideradas inadequadas.''
Hirata alega que as três áreas avaliadas para abrigar o novo aterro as fazendas Alvorada, no Patrimônio Selva; Apertado, entre o Distrito de Maravilha e o Patrimônio Três Bocas; São Gregório, a 3 Km de Maravilha estão vinculadas à mesma bacia. Assim, é necessária a mudança dos tubos para uma região acima do Ribeirão dos Apertados para evitar que a captação seja comprometida, caso o novo aterro tenha algum problema. Segundo ele, a prefeitura e a Sanepar têm quatro meses para apresentar um projeto ao IAP.
O presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Francisco Moreno, afirmou ainda não ter sido informado sobre o teor do documento. ''Teríamos que pegar esse parecer do IAP e anexar aos nossos estudos.''
Hirata informou que o IAP só vai dar continuidade às análises para o processo de licenciamento após a apresentação de uma proposta da Sanepar e CMTU.
De acordo com o gerente geral da Sanepar para a região metropolitana de Londrina, Sérgio Bahls, o grande problema para mudar o local de captação do Tibagi é o custo. ''Só para levar uns 2 km acima seriam precisos mais de R$ 13 milhões. Além disso, teríamos que achar um outro ponto com as mesmas características do atual, que tem uma barragem natural. Teríamos que construir uma, e para isso seria necessário seccionar o rio, fazer um desvio e um vertedouro para garantir um nível de água para operar os equipamentos. Esse custo poderia chegar a R$ 100 milhões. Quem iria arcar com isso?'' Para ele, a alternativa mais lógica é achar outra área para o aterro. ''A posição da Sanepar é que o aterro teria que ser discutido de forma metropolitana. Se não tem área adequada em Londrina, teríamos que procurar numa cidade próxima.''
O atual aterro, na Estrada do Limoeiro (Zona Leste), funciona desde 1975. A área, de 15 alqueires, já está em processo de saturação e, segundo o técnico responsável, Elsone José Delavi, é recomendável que seja desativada até 2007. Segundo ele, a prefeitura encaminhou ao IAP o pedido de avaliação para a escolha de uma nova área em novembro de 2003. O novo aterro deve ter 25 alqueires e vida útil de 25 anos.


