O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) está analisando os Planos de Controle Ambiental de 20 indústrias instaladas na Área de Proteção Ambiental (APA) da bacia do Rio Iraí, na Região Metropolitana de Curitiba. O órgão quer saber se elas mantêm ações para acabar com os riscos de poluição do Rio Iraí. Ao todo são 26 empresas que operam na região, mas seis delas são recentes e só conseguiram a licença para funcionamento, de acordo com IAP, porque não produzem efluentes industriais.
Apesar de o Decreto 2.200, de 12 de junho do ano passado proibir a implantação de novas empresas na região da APA, a fábrica IBMEI (que produz peças para eletrodomésticos) está construindo uma unidade de produção em Quatro Barras, com autorização do IAP . A APA da bacia do Rio Iraí, fornecedor de água do Reservatório Iraí, abrange uma área de 11,5 mil hectares, nos municípios de Quatro Barras, Campina Grande do Sul, Colombo, Pinhais e Piraquara.
Apesar de anunciar a forte intenção do IAP de não conceder licença de operação a indústrias que coloquem áreas de mananciais em risco, o chefe do Departamento de Licenciamento Ambiental do IAP, Pedro Dias, não acredita que os técnicos decidam pelo fechamento de alguma indústria. A maioria das 20 empresas antigas é enquadrada como pequena e média. Há fábricas de confecção, papel, alimentos, cosméticos, além de indústrias de espuma, carroceria e bancos para carros.
Além da análise dos planos de cada empresa, o IAP também está realizando um trabalho de campo para verificar se todas as empresas apresentaram seus projetos e se há mais medidas a tomar. A intenção é garantir que todos os estabelecimentos da região com algum potencial poluidor, como postos de gasolina e empresas de lavagem de veículos tomem as precauções necessárias.
O IAP já está solicitando medidas de prevenção e a construção de bacias de concreto com sistema de contenção para aquelas que estocam produtos. A empresa mais problemática sempre foi a Popasa - Indústria de Papel, que já foi autuada várias vezes por emissão de efluentes no Rio Iraí. Só em 2000, a fábrica foi multada duas vezes, num total de R$ 60 mil. Desde que mudou de proprietários, em meados do ano passado, segundo Dias, a empresa vem tentando se adaptar às exigências ecológicas.
A fábrica de espuma e tecidos Coppo Thirry, uma das seis instaladas na área nos útlimos anos, também trouxe problemas. ‘‘Para conseguir o licenciamento, eles afirmaram que não produziriam efluentes, mas a poluição acabou sendo detectada depois’’, explica Dias. Atendendo exigências do IAP, a indústria já apresentou um plano de controle ambiental, que está sendo estudado pelo órgão.

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