Curitiba ganhou ontem sua oitava estação de monitoramento da qualidade do ar. A nova unidade está instalada junto ao Liceu de Ofícios do bairro Boqueirão. A previsão é de que até o início de 2002, outras três estações estejam em operação. Duas delas já têm local definido. A próxima será instalada em setembro na Praça Ouvidor Pardinho, no bairro Rebouças, e a outra no município de Araucária, região metropolitana.
As 11 estações, explicou José Antônio Andreguetto, secretário de Estado do Meio Ambiente, farão parte da Rede de Monitoramento do Ar da Região Metropolitana de Curitiba. O controle da qualidade do ar e a identificação das fontes fixas de poluição, como indústrias, farão parte do estudo que definirá, por meio de legislação própria, índices aceitáveis de emissão de poluentes.
O diagnóstico está sendo elaborado pelo especialista em poluição atmosférica, Andreas Grauer, da Universidade de Stuttgard, na Alemanha, e deverá estar concluído até o final do ano. Segundo Grauer, a avaliação feita a partir do relatório de 2000 apontou que a qualidade do ar de Curitiba, em geral, foi considerada boa ou regular. ''Os picos de poluição foram constatados nos meses de inverno, principalmente em agosto, quando ocorre maior concentração de material particulado (poeira) na atmosfera.'' Já durante a primavera, explicou o técnico, as condições de insolação e temperatura favorecem o aparecimento do ozônio, um poluente secundário.
De acordo com a coordenadora do projeto Pró-Ar, da Universidade Federal do Paraná, Zióle Malhadas, o resultado da qualidade do ar apresentado pelo IAP nunca foi contestado pela universidade. Os índices apontados pelas duas instituições, segundo ela, não podem ser comparados, pois seguem metodologias diferentes. Zióle pondera, no entanto, que as condições de poluição devem ser sempre informadas para a população, como forma das pessoas estarem cientes do risco à saúde e se conscientizarem da importância de colaborar com a eliminação de fontes poluentes.

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