IAP recomenda estudo do subsolo
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quarta-feira, 08 de julho de 1998
Benê Bianchi 
O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) entregou ontem a Promotoria de Defesa do Meio Ambiente, o laudo descritivo do aterro do lago Igapó 2, localizado no Jardim Maringá (região central de Londrina). O documento foi solicitado pela promotora Maria Lúcia Reichenbach.
No laudo é ressaltado que, no caso de proposta de uso do aterro, é necessário estudo mais detalhado sobre o subsolo da área. O estudo servirá para determinar a capacidade de suporte físico e risco de contaminação por esgoto sanitário.
Devido às férias forenses, o laudo foi recebido pelo promotor substituto João Akira Omoto. Ele informou que irá analisá-lo e, se houver alguma providência para ser tomada neste mês, ele o fará. Durante o recesso solicitamos apenas as providências consideradas de urgência. Se for o caso, vamos aguardar que a promotora responsável pela Promotoria do Meio Ambiente retorne e dê prosseguimento a este assunto. Maria Lúcia retorna à promotoria em agosto.
De acordo com o laudo do IAP, para o aterramento do Igapó foram utilizados materiais diversos, como entulhos, restos de asfalto, resíduos verdes (restos de podas, troncos, galhos, capim) e lixo doméstico inorgânico (concreto, asfalto, plástico, pneus, cerâmicas) e orgânico, além de ser coberto por uma camada irregular de terra. É ressaltado que não houve critério na seleção dos materiais depositados na área, ocasionando o fenômeno conhecido por compactação diferencial o que culmina com a perda, em certo grau, da estabilidade do aterro.
O material inorgânico utilizado no aterro provocou a impermeabilização das camadas aterradas, dificultando a penetração da água e a fixação de raízes de vegetação de maior porte. Ainda foi constatado que o lençol freático não é profundo uma vez que existem minas no local.
De acordo com a lei em vigor, é considerada área de preservação permanente faixa de 30 metros de largura à margem de curso dágua e raio de 50 metros de largura à margem de minas. Existem dois canais de água que percorrem as margens do aterro. O laudo do IAP lembra ainda que toda área aterrada foi transformada em Parque Ecológico Linear do Ribeirão Cambé por Decreto Municipal em 95, quando Luiz Eduardo Cheida era prefeito da cidade.
A solicitação do laudo foi feita pela promotora Maria Lúcia devido à tramitação, na Câmara Municipal, de projeto de lei do Executivo doando a área para iniciativa privada, na modalidade concorrência.


