De acordo com o Secretário Municipal do Ambiente, José Faraco, o objetivo da limpeza é eliminar o mau cheiro, tirar a sujeira e reduzir a umidade para minimizar as condições de proliferação do fungo que causa a criptococose - doença relacionada às fezes dos pombos. ''A limpeza permite que o sol incida sobre as fezes e elas se decomponham rapidamente. É uma situação que eu já queria ter feito há mais tempo'', afirmou.
Conforme ele, a limpeza vai ajudar as árvores a se desenvolverem. ''Nossos biólogos nos orientaram, inclusive há um excesso de árvores no local. Não tem perigo desta limpeza prejudicar a continuidade do Bosque'', garantiu Faraco. Ele disse que a equipe de limpeza não está retirando as árvores novas. ''Só estamos tirando mato, folhas, sujeira e caules derrubados'', garantiu.
O secretário disse ainda que o material retirado está sendo encaminhado para a Central de Tratamento de Resíduos (CTR) por uma determinação do Instituto Ambiental do Paraná (IAP). ''O IAP esteve lá, aprovou a realização do serviço e devemos terminar tudo na semana que vem '', afirmou.
Apesar de Faraco afirmar que o IAP aprovou aprovou o serviço, o chefe do órgão em Londrina, Andrew Pinheiro Neto, disse que a ação que está sendo desenvolvida pelo município não foi autorizada. ''Nesta semana vamos fazer a identificação do espaço e vamos autuar o município. Eles terão que responder junto ao Ministério Público por crime ambiental'', disse.
José Faraco afirmou que para fazer o serviço de limpeza não é necessária autorização do IAP. ''Eles foram lá e não acharam nada de irregular, é preciso ter motivo para nos autuar'', rebateu.(M.A.)

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