IAP proíbe pulverização com agrotóxicos em Toledo
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terça-feira, 23 de janeiro de 2001
Gilmar Agassi De Cascavel 
O escritório regional do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) de Toledo suspendeu por tempo indeterminado a pulverização com agrotóxicos de propriedades rurais que estejam situadas a uma distância mínima de 500 metros do Rio Toledo ou de algum de seus afluentes. Na última semana, uma empresa área foi multada em R$ 50 mil após ser flagrada fazendo a pulverização em uma área próxima a um dos afluentes do rio.
Segundo a chefe do escritório do IAP, Maria Glória Pozzobon, existem duas legislações estaduais que proibem a aplicação aérea de agrotóxicos nessas condições. Essa decisão nada mais é que o cumprimento de uma legislação já existente. Todas as empresas já foram notificadas dessa decisão e quem não respeitar será autuado, afirmou.
Pozzobon acrescentou que existem outras restrições que estão sendo analisadas pelo IAP e pela Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento (Seab), responsáveis por essa fiscalização. Ela acrescenta que os dois órgãos realizam um trabalho permanente na Bacia do Rio Toledo. Sempre fizemos esse trabalho de fiscalização, mas depois da suspeita de contaminação do Rio Toledo por agrotóxicos foi necessário intensificar.
O IAP tomou essa decisão depois que foram constatadas suspeitas de contaminação da água do Rio Toledo por agrotóxico há cerca de 10 dias. Na ocasião, a Sanepar suspendeu a captação, tratamento e abastecimento enquanto amostras eram coletadas e encaminhadas para exames. Cerca de 40 mil pessoas ficaram sem água durante o período de suspensão do fornecimento da água, que após os laudos negativos voltou a ser distribuída normalmente.


