A promotora de Meio Ambiente de Londrina, Maria Lúcia Reinchenbach, ainda não recebeu do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) o laudo técnico sobre o aterro do lago Igapó 2. Ontem à tarde, o engenheiro do IAP Nelson dos Santos Pereira, entregou dois ofícios à promotoria. ‘‘Eu estava numa reunião e não tive a oportunidade de ler os ofícios mas, havia conversado anteriormente com o Nelson, e ele disse que até sexta-feira entregaria o laudo’’, disse Maria Lúcia Reinchenbach. O laudo já deveria ter sido entregue à Promotoria.
Segundo a promotora, Pereira lhe explicou que a demora ocorre porque o instituto está com poucos funcionários para atender uma região muito grande. A Folha tentou contato com o engenheiro no IAP, na casa dele e através do telefone celular, mas Pereira não retornou as ligações.
O prefeito Antonio Belinati, nos últimos dias, tem evitado comentar sobre a doação mas, no domingo, em entrevista ao jornalista Roberto Coutinho, da CNT, disse que também estava aguardando uma posição do IAP. Na entrevista ele comentou que ‘‘não colocaria em risco sua carreira política por causa da questão do aterro’’. Assessores do prefeito comentam que ele está acompanhando com atenção, pela imprensa, as manifestações da população e não estaria ‘‘insensível’’.
Hoje, às 11 horas, no Centro de Tecnologia e Urbanismo da Universidade de Londrina, acontece mais uma reunião com representantes da comunidade para discutir as possibilidades de recuperação do aterro. ‘‘Nós não podemos deixar o debate sobre o aterro esfriar’’, disse ontem a educadora Mira Roxo, que também participará da discussão hoje na universidade.

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