IAP pede providências ao Ibama no caso do mogno
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 13 de março de 2001
Katia Michelle De Curitiba 
O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) vai solicitar ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) que verifique a origem e a extração do mogno que chega ao Estado. Vistoria feita pelo IAP na última sexta-feira, encontrou cerca de 2 mil metros cúbicos de mogno em depósitos de Paranaguá, no Litoral do Estado, e em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. As empresas Red Madeiras Tropicais e Brasmell Industrial Exportadora, responsáveis pela madeira, comprovaram a legalidade no transporte do mogno. Agora o IAP quer saber se essa madeira foi extraída de planos de manejo autorizados.
Para isso, depende da ajuda do Ibama. Não podemos exigir prazo, mas pedimos que o Ibama verifique a origem da madeira em 30 dias, informou o presidente do IAP, Mário Sérgio Rasera. Segundo ele, cabe ao Ibama fiscalizar como essa madeira está sendo extraída nos estados de Mato Grosso e Pará.
Empresas exportadoras de mogno se valem de liminares para embarcar a madeira por portos paranaenses, ignorando as leis ambientais. Somente a Brasmell exportou nos últimos três anos, quase 3 mil metros cúbicos por meio de liminares e sem autorização do Ibama.
Mesmo sem cota de exportação autorizada, a Brasmell tinha em seu depósito, em Pinhais, 190 metros cúbicos de mogno. A madeira foi embargada pelo IAP, mas liberada ontem depois que a empresa apresentou a documentação de transporte. Mas só o Ibama pode verificar de onde essa madeira está sendo retirada, disse Rasera.


