Londrina - O chefe regional do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Ronaldo Siena, afirmou que não tem conhecimento desse volume de coliformes fecais cinco vezes acima do normal registrado no Lago Norte. Ele afirmou também que não sabia que havia acontecido um lançamento de esgoto no lago em novembro do ano passado, uma vez que assumiu o cargo em 23 de março.
Na época houve uma mortandade de peixes muito grande e a medição de oxigênio feita no local pelo próprio IAP indicou presença de 3,4 mg/l, quando o normal deve ficar entre 6,5 a 7 mg/l de oxigênio na água, ou seja, o que foi constatado no lago foi quase a metade do usual. Na época a medição do Ph da água foi de 6,8, o que indicou que não houve derramamento de substâncias químicas na água.
Siena não soube dizer se houve incursões do órgão ao Lago Norte para tentar identificar quem estaria fazendo esses despejos de esgoto. Ele justificou que de janeiro a março deste ano a regional ficou sem um chefe e que ele assumiu há pouco tempo, o que inviabilizou que ele se inteirasse sobre tudo.
Para Siena, a autuação de alguma empresa ou pessoa pelo crime ambiental depende de provas que possam ser anexadas no processo. "Para isso eu dependo de denúncias da população. Se alguém flagrar algum caminhão auto fossa realizando o despejo no lago ou em alguma galeria pluvial que possa chegar até o lago, fotografem a cena e a placa do caminhão", orientou.
Ele destacou que a denúncia pode ser realizada das 8h30 às 18 horas pelo telefone (43) 3373-8700. Ele afirmou que é difícil que haja alguma ligação clandestina de esgoto entre as residências ou empresas e as galerias pluviais, mas ressalvou que isso não é impossível. Hoje ele pretende ir ao lago para fazer novas análises.

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