IAP notifica Prefeitura e Sanepar
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sexta-feira, 06 de maio de 2005
Janaina Garcia<br>Reportagem Local 
O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) notificou ontem a Sanepar e a Prefeitura Municipal de Londrina para uma reunião marcada na sede do órgão, na próxima terça-feira, na parte da manhã. A ação é resultado de uma denúncia feita anteontem na Câmara de Vereadores pela Comissão de Desenvolvimento Urbano da Casa, que apresentou uma série de fotografias que registram o assoreamento do Lago Igapó 2.
A exposição das imagens foi feita no Plenário pelo presidente da Comissão, vereador Jamil Janene (PDT), conforme o qual obras da Sanepar teriam sido as responsáveis pelo assoreamento no Igapó e por entulhos na pista de caminhada do lago. De acordo com Janene, o resultado de uma reunião entre órgãos de fiscalização da Prefeitura, IAP e Sanepar, nesta segunda-feira, às 10 horas, vai determinar se a Câmara encaminha ou não à Promotoria de Defesa do Meio Ambiente pedido de providências contra os responsáveis.
Segundo o chefe regional do IAP, Ney Paulo, ontem equipes do Instituto visitaram o local e constataram que a maior parte dos danos ambientais ''de nível médio'', comentou seriam, na verdade, culpa da Prefeitura. ''Está bem assoreado, mas é só parte culpa da Sanepar. A maioria se refere às obras de abertura da Avenida Ayrton Senna'', disse Paulo. ''Mesmo assim, queremos o desassoreamento imediato, ou Prefeitura e Sanepar serão multadas'', advertiu. Questionado sobre o porquê de o IAP não ter fiscalizado a área antes reclamação de Janene , Ney Paulo foi irônico: ''Porque não temos bola de cristal; não tivemos denúncia. O vereador quer é aparecer'', criticou. ''Meu papel é fiscalizar. Se fiz a obrigação dele, não posso fazer nada'', devolveu o parlamentar.
Ciente da notificação do IAP, o secretário municipal de Meio Ambiente, Cleidival Fruzeri, declarou que desde o início das obras da Sanepar, no fim do ano passado, já era o previsto o assoreamento do lago, bem como a restauração da área após a conclusão delas. ''Reconhecemos que as duas obras (na Ayrton Senna e as da Sanepar) causaram impacto ambiental, mas poderia ter sido pior. Mas acho que elas ainda não acabaram'', acredita Fruzeri. Para o assessor do Núcleo de Recursos Hídricos da Seretaria, João Batista Souza, o tempo deparaliksação das obras é menor que os quatro meses relatados por Janene. ''Faz 30 dias que está desse jeito, e, mesmo assim, é maior o incômodo aos passantes que o dano ao ambiente'', desdenhou.
A Folha tentou a tarde toda falar com o gerente-geral da Sanepar em Londrina, Sérgio Bahlz, mas até ontem à noite, no fechamento desta edição, ele não havia retornado de viagem. O celular de Bahlz estava desligado.


