O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) multou ontem seis empresas dos municípios de Campina Grande do Sul e Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba, que estão contaminando o reservatório do Iraí, que abastece 1,8 milhão de pessoas da Capital e cidades vizinhas. As indústrias Tip-top, Barion, Popasa, ICD, Turfal e Falresia receberam ao todo R$ 120 mil em multas, uma média de R$ 20 mil para cada uma.

As empresas têm prazo de 30 dias para adequarem o sistema de tratamento de efluentes. Ontem, no início da noite, a Folha tentou entrar em contato com a direção das indústrias multadas, mas não conseguiu encontrar os responsáveis, por causa do horário.

De acordo com a coordenadora de Estudos e Padrões Ambientais do IAP, Ana Cecília Nowacki, foi realizada fiscalização em 23 empresas próximas da represa, mas apenas nessas seis foram registradas irregularidades no sistema de tratamentos de resíduos. Nas indústrias multadas, foram verificadas grandes quantidades de efluentes orgânicos, como nitrogênio e fósforo. ''Esses efluentes contribuem para aumentar a carga de nutrientes lançada na represa do Iraí e das algas, que se alimentam desses produtos'', disse.

Ontem, a Sanepar concluiu um estudo para minimizar os impactos da presença de algas na barragem do Iraí. Ao todo serão 36 ações para evitar aumento na superpopulação de algas da represa. Entre as alternativas apresentadas, está a que propõe a criação de um sistema para impedir que a água fique parada na barragem. ''Serão necessárias diversas ações conjuntas para diminuir a quantidade de algas na barragem, apesar de nos últimos dias a qualidade ter melhorado um pouco'', avaliou Ana Cecília Nowacki, do IAP.

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