Cambé - O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) multou o município de Cambé (13 km a Oeste de Londrina), em R$ 20 mil, por uma série de irregularidades no aterro sanitário da cidade. Entre os problemas, o IAP constatou acúmulo e queima de lixo doméstico e industrial a céu aberto, falta de fiscalização para evitar a presença de garimpeiros no local e disposição imprópria de resíduos poluentes, como lama tóxica, sucatas e restos de abatedouros.
Segundo o chefe-regional do IAP, Ney Paulo, a prefeitura deixou de fazer a compactação do lixo há mais de um mês. ''Toda semana, o município é obrigado a aterrar o que é recolhido, eliminando os riscos de contaminação. Só que em Cambé, isso não é feito há mais de um mês'', detalhou. O IAP autuou a prefeitura na semana passada, aplicando cinco multas no valor de R$ 4 mil cada. Ney Paulo considerou grave a frequencia de garimpeiros trabalhando no aterro. ''O lugar deveria ser fechado ou, no mínimo, fiscalizado constantemente. O contato com o lixo oferece riscos de contaminação para a população'', argumentou.
O secretário de Obras, Waldemar Della Lidera, responsável pela manutenção do aterro da cidade, contestou as informações do chefe do IAP. Segundo ele, o acúmulo de lixo no local durou apenas 10 dias, a partir do início de setembro, período em que a máquina esteira, que faz o trabalho de compactação dos resíduos, estava quebrada. ''Nós tivemos sim este problema, que a propósito já está resolvido. Mas o IAP não vê este tipo de coisa, se uma máquina está quebrada ou não'', rebateu o secretário. De acordo com ele, a máquina está em pleno funcionamento desde sexta-feira.
Sobre o trabalho dos garimpeiros, o secretário afirmou que já pediu o auxílio da Promotoria do Meio Ambiente e da Polícia Civil para resolver o problema.

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