O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) multou em R$ 1,3 milhão os proprietários das Madeireiras Rampom, Sérgio Madeiras e Mamborê Indústria e Comércio de Madeiras, que funcionavam clandestinamente na Fazenda Santa Rosa, em Mangueirinha (76 quilômetros ao norte de Pato Branco). Na última sexta-feira, operação do IAP apreendeu 1,4 mil metros cúbicos de madeira nobre (imbuia, araucária e canela) exploradas irregularmente na região. Desde fevereiro do ano passado, quando começou a vigorar a Lei de Crimes Ambientais, o IAP já aplicou 3,2 mil multas, 70% delas por crimes na área florestal.
O valor da multa aplicada nas serrarias clandestinas de Manguerinha foi amparado em pelo menos 15 autuações. O IAP levou em conta, além da exploração irregular, a reincidência. As empresas já tinham sido autuadas por exploração ilegal de madeira em setembro do ano passado, quando as serrarias Rampom e Sérgio Madeiras foram embargadas e condenadas a pagar, juntas, R$ 92,5 mil. Os proprietários recorreram e o processo ainda tramita na Justiça.
As serrarias funcionavam no terreno que pertencia a Mamborê Indústria e Comércio de Madeiras, que está à venda. Os donos das serrarias foram notificados a comparecer ontem no IAP, mas apenas um deles, Valdivino Rampom, proprietário da Madeireira Rampom, compareceu. Irineu Pasianello e Henri Biscoli foram representados por seus advogados e Sérgio Roberti enviou atestado médico alegando que não poderia comparecer por motivos de doença. Os donos das madeireiras têm 20 dias para recorrer da multa aplicada ontem.
Foram apreendidas madeira serrada e toras de imbuia e canela. De acordo com o IAP, as madeiras eram retiradas e processadas no local e vendidas para São Paulo, Curitiba e Bituruna (71 km a oeste de União da Vitória). O IAP está levantando quem receptava a madeira e informou que os compradores também podem ser autuados.
A operação do IAP acusou que cerca de mil hectares da região foram desmatados, parte deles era área de preservação permanente. Além da Fazenda Santa Rosa, o instituto também autuou o proprietário da área vizinhaá – Fazenda São José – pelo desmatamento de 93 hectares de árvores nativas.
O secretário do Meio Ambiente, José Antônio Andreguetto, admitiu que o Paraná não tem estrutura para fiscalizar todas as áreas do Estado. Segundo ele, o IAP e a Secretaria do Meio Ambiente contam principalmente com as denúncias da população para coibir esse tipo de prática. Ele observa que 50% das autuações são feitas por meio de denúncias da população.
Em Curitiba, as denúncias envolvendo crimes ambientais podem ser feitas pelo telefone (41) 331-6163.

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