IAP multa empresa por poluir Ribeirão Quati
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terça-feira, 02 de julho de 2002
Telma Elorza<br> Reportagem Local 
O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) autuou ontem em R$ 50 mil a empresa Expresso Nordeste, de Londrina, por despejo de combustível em galeria pluvial que deságua no Ribeirão Quati. Fiscais do IAP estiveram anteontem na empresa, localizada na rua Demóstenes, Jardim Guaporé (centro), e constataram que a caixa de separação de água e óleo estava sem manutenção. A empresa terá 15 dias para apresentar também um plano de estudos hidrogeológicos para ver, até que ponto, há contaminação na área.
Segundo o chefe regional do IAP em Londrina, Andrew Pinheiro Neto, também foi constatado que empresa não possui um sistema de coleta de água que é utilizada na lavagem do pátio. ''Tanto a água que leva as peças quanto a do pátio não podem ir para as galerias de água pluviais porque tem resíduos de óleo e combustível. Esse tipo de negligência não pode mais acontecer'', afirmou.
De acordo com Pinheiro, o estudo hidrogeológico foi solicitado à empresa para constatar se houve ou não contaminação no subsolo. ''Ela está instalada no local há 20 anos. Pelo que eu saiba, esta é a primeira vez que foi autuada. Mas e se esses 'acidentes' vêm se repetindo?'', questionou.
Para ele, é preciso que empresas que lidam com combustíveis ou óleos graxos se conscientizem da importância de evitar lançamentos desse produtos em ribeirões. ''Londrina está sendo muito prejudicada nesse sentido. O comprometimento do meio ambiente já é muito grande por causa de lançamentos deste tipo'', explicou.
Segundo ele, o IAP vai intensificar a fiscalização em postos de combustíveis, oficinas mecânicas, transportadoras e lava-rápidos, inclusive multando, para evitar que o lençol freático seja contaminado. ''Nosso objetivo não é aplicar multas, mas conscientizar para o problema. Porque, daqui algum tempo, não teremos água para beber'', apontou.
De acordo com o gerente da Expresso Nordeste, Luiz Antônio Sminka, a empresa vai recorrer da autuação. Segundo ele, a manutenção da caixa de separação de água e óleo é feita periodicamente. ''O que aconteceu é que um cano se rompeu no período entre as manutenções e nós não percebemos. Foi acidente que já foi corrigido'', justificou ele.
Sminka afirmou que vai apresentar, no prazo solicitado, o plano de estudos hidrogeólogicos. ''Já estamos providenciando esse estudo, que vai confirmar nosso cuidado'', afirmou o gerente.


