Curitiba Uma empresa de Paranaguá, Litoral do Estado, foi multada em R$ 2 milhões pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP) por depositar, irregularmente, cerca de 40 toneladas de resíduos gerados pelos navios misturados a lixo hospitalar, durante, pelo menos, seis meses. O material foi encontrado em um posto de combustível abandonado. A multa foi aplicada na última segunda-feira e a empresa teve a licença cassada.
O presidente do IAP, Rasca Rodrigues, disse que a Norte Sul Atividades Portuárias e Marítimas Ltda foi contratada pela Prefeitura de Paranaguá para fazer a coleta dos resíduos infectantes das unidades de saúde atividade para a qual a empresa não teria licenciamento. Segundo ele, a empresa tinha licença ambiental para coleta e destinação de resíduos classe 2 e classe 2a (não perigosos). Para os resíduos de classe 1, considerados perigosos (por serem corrosivos ou tóxicos), a empresa tinha licença apenas para os transportar para aterros no interior de São Paulo.
Os técnicos do IAP identificaram o depósito clandestino depois de uma blitz na área portuária, em que os condutores do caminhão de coleta indicaram para onde ia o material recolhido nos navios. ''O lixo retirado de navios tem origem internacional desconhecida e deve ser incinerado e depois enviado para aterro separadamente do lixo domiciliar'', disse Rasca.
Os resíduos infectantes estavam em sacos dentro de contêineres, no espaço onde antes funcionava o 'lava-car' do posto. O IAP ainda não avaliou se houve dano ambiental, por contaminação do solo e lençol freático, mas, segundo Rasca, além de clandestino, o depósito representava um risco à saúde pública.
O IAP deu prazo máximo de 10 dias para que a empresa apresente um plano para reverter o passivo ambiental, dando destinação final adequada aos resíduos. Outra exigência é a contratação de um técnico habilitado para produzir esse plano que deverá especificar a quantifidade de lixo armazenado; cronograma dos trabalhos de remoção; equipamentos de proteção utilizados pelos funcionários; como e para onde serão transportados os resíduos. Toda a operação será acompanhada pela Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) e pelo IAP.
A Folha não conseguiu contato com a empresa.

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