A mortandade de peixes, cuja causa ainda é desconhecida, está atingindo o reservatório da hidrelétrica de Salto Caxias, da Copel, no Rio Iguaçu, no Sudoeste do Estado. O fenômeno está sendo investigado por técnicos do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) que não têm explicação para o fato da mortandade ser ‘‘seletiva’’, atingindo apenas algumas espécies. O chefe regional do IAP, Carlos Gonçalves, disse ontem que os peixes começaram a aparecer boiando há duas semanas em outros pontos do rio onde há represas. Mas agora o problema é maior na faixa do reservatório de Caxias, que tem mais de 90 quilômetros de extensão.
As espécies atingidas são basicamente carpa e tilápia, de grande proliferação e classificadas como exóticas. Estas espécies foram introduzidas no reservatório. Em alguns pontos, agricultores já encontraram cerca de 50 exemplares boiando. Espécies nativas (lambari, por exemplo) não estão sendo afetadas.
Uma das possibilidades para o fenômeno seria a de toxinas liberadas pela vegetação submersa. Arbustos e muitas árvores foram encobertas apenas há dois anos, quando da formação do reservatório. No entanto, a monitoração da água indica que ela tem nível normal de oxigênio. Outra hipótese é a de uma virose entre os cardumes. O chefe do IAP, porém, considera como ‘‘prováveis’’ causas o estresse que atingiria com maior impacto as espécies exóticas em variações de nível de reservatórios, ou a insuficiência de plânctons – pequenos vegetais e animais aquáticos dos quais os peixes se alimentam.

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