O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) está intensificando a fiscalização dos postos de combustíveis de 26 municípios da região de Londrina. A intenção é verificar semanalmente se as adequações impostas pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) estão sendo cumpridas.
Somente ontem foram fiscalizados 12 postos em Londrina. Deste total, nove foram notificados porque ainda não contavam com o licenciamento provisório para iniciar as obras de readequação. Caso não solicitem o documento em 30 dias, serão autuados e multados. ''Estamos inicialmente alertando os empresários a seguirem as exigências federais. Antes, durante e depois das obras é preciso autorização e acompanhamento do IAP'', disse o chefe regional do IAP em Londrina, Ney Paulo.
O primeiro estabelecimento visitado ontem por ele e pelo fiscal Eliton Benbem fica na PR-445. Mesmo estando com parte do prédio em obras, o posto não apresentou irregularidades. Além de possuir caixas de inspeção, o local conta com três postos de monitoramento para identificar vazamentos de combustível e caixa separadoras de água, lama e óleo. ''Estamos usando os equipamentos mais modernos e ecologicamente corretos. Nosso projeto inicial foi aprovado pelo IAP e também pela Sanepar'', disse o empresário Daniel Martins Rosseto, 50 anos.
De acordo com Ney Paulo, todos os postos do Brasil terão que se adaptar às exigências da Resolução 273/00 do Conama: piso impermeável, canaletas de retenção de água, prazo de vida útil dos tanques e poços de monitoramento de vazamento de combustível, entre outras. ''A fiscalização só será encerrada após o IAP ter conferido todos os 650 postos das 26 cidades da região'', garantiu Ney Paulo. Do total de postos fiscalizados pelo IAP Londrina, 30% já teriam se adequado à lei. ''Comparado a outras regionais, estamos com um bom índice. Vale destacar que nos últimos 20 anos, não registramos qualquer grande incidente envolvendo postos de combustível na região'', destacou Benbem.
Conforme a resolução, os empresários devem solicitar a vistoria do IAP para receber o licenciamento para obras de readequação. Depois de liberada, a empresa tem um ano para terminar todas as mudanças previstas no projeto.

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