IAP intensifica combate a balões
e queimadas para evitar incêndios
Multa para quem for
pego soltando balões
pode variar de
R$ 50 a R$ 50 milhões
Israel Reinstein
Arquivo FolhaDos 912 incêndios em junho e julho do ano passado no Paraná, 15% foram resultado da queda de balõesO Instituto Ambiental do Paraná (IAP) pretende intensificar as fiscalizações sobre as queimadas e os balões das festas juninas. No próximo dia 5 de junho - no dia do meio Ambiente -, o IAP lança um Programa de Prevenção de Incêndios Florestais -Previflor, que vai contar com a ajuda da Defesa Civil, Corpo de Bombeiro e Polícia Militar. ‘‘A intenção é controlar o uso da queimada agrícola e evitar o surgimento de incêndio decorrente de balões’’, avisa o superintendente do instituto, José Antônio Andriguetto.
No ano passado, foram registrados 912 focos de incêndios, no período de junho e julho, época de estiagem. Cerca de 15% deles, foram resultados da queda de balão. ‘‘A fiscalização sobre os baloeiros vai ser mais intensa, tendo inclusive blitze especiais da polícia’’, avisa Andriguetto. Ele conta que quem for pego soltando balão pode pegar um ano de detenção, além de multa. Pelo novo código ambiental federal, as penalidades variam de R$ 50 a R$ 50 milhões. ‘‘Também as fogueiras juninas precisarão de autorização’’, comenta.
O engenheiro floretal, Eleutério Langowski, da Diretoria de Desenvolvimento Florestal do IAP, explica que o decreto define regras para o uso controlado do fogo. ‘‘Os agricultores paranaenses utilizam muito a queimada para realizar a renovação do solo’’, comenta. Como não existe um plano de manejo, muitos dos pastos queimados atingiram florestas e áreas de preservação. ‘‘No ano passado, 85 focos aconteceram nestas áreas, queimando 3 mil hectares de florestas’’, informa.
Para conter os avanços das queimadas nas florestas, Eleutério diz que dentro do Previflor está também a criação de um grupo de combate ao incêndio. ‘‘A Defesa Civil vai centralizar as operações no Paraná, coordenando Corpo de Bombeiros e os municípios’’, diz. Agindo em quatro frentes - local, municipal, regional e estadual -, esse grupo vai preparar planos de combate de incêndio. ‘‘No anos anteriores, tiveram incêndios que ganharam alguma dimensão por causa da falta de estrutura em alguns municípios’’, diz. Segundo ele, a sorte do Paraná é que em outro pontos do Estado existem boas corporações. ‘‘O que impediu que acontecesse casos como o de Roraima’’, diz.

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