IAP impede pool de receber diesel
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quarta-feira, 15 de maio de 2002
Telma Elorza e Ana Paula Nascimento Reportagem Local 
O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) embargou o recebimento de óleo diesel do Pool de Combustíveis de Londrina. O embargo foi feito no final da tarde de terça-feira por causa do derrame de óleo derivado de petróleo. O material atingiu o Ribeirão Lindóia, afluente do rio Tibagi, que passa próximo ao conglomerado, na zona oeste da cidade.
Segundo informações do IAP, cerca de 250 metros lineares de curso dágua foram afetados até o momento por um tipo de óleo derivado de petróleo. Amostras de água foram coletadas e submetidas para análises no laboratório do IAP em Curitiba. As análises servirão para detectar o tipo do material e subsidiar as penalidades administrativas que o órgão vai aplicar, disse o chefe local do IAP, Nelson Santos Pereira.
O pool é composto por três empresas e administrado pela Ipiranga. Além do embargo, que deve vigorar até ser detectado a origem da fonte, o IAP também determinou que as empresas realizem os trabalhos de contenção, limpeza e recuperação da área afetada. Caso não seja identificada a fonte de contaminação, o IAP vai solicitar a abertura de inquérito para apuração do caso, afirmou o presidente do instituto, Mário Sérgio Rasera. A Folha entrou em contato com a Ipiranga, ontem à tarde, mas não obteve retorno.
Os cuidados para não prejudicar a mata ciliar que margeia o Ribeirão Lindóia podem atrasar a contenção do vazamento de óleo. A Petróleo Ipiranga deve começar a perfurar poços de contenção nas margens do ribeirão para drenar o vazamento, mas está enfrentando dificuldades para encontrar equipamentos portáteis. Por enquanto, a retirada do óleo está sendo feita manualmente por operários da empresa.
Ontem de manhã, técnicos do IAP e da Defesa Civil estiveram no local, acompanhando o trabalho e analisando estratégias de ação. À tarde, o chefe da seção de segurança e proteção ambiental da matriz da Ipiranga, no Rio de Janeiro, Altair de Vasconcellos, chegou para acompanhar os trabalhos técnicos.
Segundo o assistente de produção da Ipiranga, Wagner Figueiredo, a empresa está tentado localizar, na cidade, perfuradoras matrizes pequenas, que possam ser deslocadas até o ribeirão sem prejudicar a mata. Nós entramos em contato com as empresas que perfuram poços em Londrina, mas todos os equipamentos são muito grandes e não poderiam chegar até aqui sem derrubar parte da mata, explicou.
A idéia, segundo ele, é que, com os poços, o óleo pare de fluir para as minas dágua que desaguam no ribeirão e fique contido nos buracos. Aí, com uma bomba, drenamos o local. Ontem, chegaram as primeiras mantas e barreiras de contenção, de Curitiba, e nova remessa é esperada para hoje, juntamente com equipamentos de perfuração portátil. Infelizmente, não pudemos encontrar esses materiais por aqui e tivemos que improvisar até então, afirmou Figueiredo.


