Cambé O chefe regional do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Carlos Alberto Hirata, entregou ontem pela manhã ao prefeito de Cambé, Adelino Margonar, a licença prévia de funcionamento do aterro sanitário do município (a 13 km a oeste de Londrina). Há 12 anos, a administração local vinha acumulando passivos ambientais não divulgados pelo IAP por conta de irregularidades no descarte do lixo residencial e comercial.
Em outubro de 2005, a Folha noticiou que a Prefeitura de Cambé e outros dez municípios da região haviam sido autuados pelo IAP. Na época, também foi cobrado da prefeitura a retirada de pessoas que faziam garimpo no aterro. ''Algumas pessoas ainda continuam lá. Estamos implantando o serviço de coleta seletiva que ainda precisa crescer bastante'', reconhece o secretário de Obras e Serviços Públicos de Cambé, Alcino Fávaro.
Sobre os desajustes ambientais, algumas medidas foram tomadas, garante o secretário. O lixo acumulado em dez anos foi aterrado, a lagoa de chorume foi recuperada, assim como os drenos e tubulação de gás, que também foram impermeabilizados. Segundo o geógrafo e fiscal do IAP, Eliton Bembem, ainda é preciso que a prefeitura apresente um projeto de impermeabilização de toda a base do aterro, além da implantação imediata do serviço de reciclagem. Ele assegura, entretanto, que apesar da situação irregular do aterro, o solo e lençóis freáticos ainda não foram contaminados. ''É feito um monitoramento e identificou-se que a contaminação ainda é superficial e pode ser contida.''
A licença prévia de funcionamento do aterro de Cambé tem duração de um ano. ''Agora a prefeitura deve nos apresentar projetos de gestão desta área, que nós já aprovamos que seja utilizada'', ressaltou o chefe regional do IAP, Carlos Hirata.

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