IAP encontra BHC em fazenda
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quarta-feira, 24 de setembro de 1997
Marccio W. Varella Maringá 
Ossamu KandaVenenoTambores contendo BHC encontrados na reserva florestal da Cocamar, em Nova EsperançaO Instituto Ambiental do Paraná (IAP) deu prazo até às 9 horas de hoje para que a Cooperativa dos Cafeicultores e Agropecuária de Maringá Ltda (Cocamar) apresente proposta de acondicionamento adequado para os seis tambores de BHC encontrados anteontem em terreno de sua propriedade, no município de Nova Esperança (35 km a noroeste de Maringá). Cada tambor pesa 200 quilos.
O IAP tomou conhecimento do veneno através de denúncia anônima feita a uma emissora de rádio local. O engenheiro agrônomo Paulino Mexia e o delegado da Polícia Civil Nílson Rodrigues da Silva compareceram à Fazenda Esperança II, uma reserva florestal de eucaliptos que pertence à Cocamar. Os seis tambores estavam fechados. Mexia abriu um deles para se certificar do contéudo.
É BHC puro, um organoclorado altamente tóxico e cancerígeno, que teve seu uso proibido pelo governo brasileiro há mais de 20 anos. Era bastante usado nesta região pelos cafeicultores para acabar com as pragas do café, principalmente com a broca, explicou o engenheiro do IAP. O delegado Silva vai abrir inquérito para apurar o nome do proprietário dos tambores e a origem do produto.
O caseiro da reserva florestal Edvaldo Rodrigues de Oliveira disse que os tambores foram jogados na área há cerca de dois meses. Ele não viu quem levou o produto para o local. O responsável pela reserva da Cocamar, José Roberto Gomes, não foi encontrado ontem para explicar a presença do lixo tóxico. Hoje ele deverá sugerir ao IAP como e onde os tambores serão acondicionados até que o Estado decida como fazer para incinerar o produto, afirmou Mexia.


