IAP embarga construção de loteamento
Michele Muller
De Curitiba
A empresa Élio Winter S/A, responsável pelo loteamento de uma área de 325 mil metros quadrados, entre os Parques Tingui e Tanguá, em Curitiba, foi autuada ontem pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP). O órgão enviou uma equipe ao local, para verificar se houve corte ilegal de vegetação, depois de publicada na Folha uma denúncia feita por Nivaldo Rocha Loures Ramos, militante do Partido Verde (PV). A obra está embargada até que seja regularizado o projeto de recuperação ambiental.
Segundo o diretor de controle de recursos ambientais do IAP, Mário Sérgio Rasera, uma área de seis hectares (60 mil metros quadrados) de preservação permanente foi desmatada, sem a autorização do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
A empresa tinha licenciamento para fazer o loteamento e havia sido autorizada a fazer corte de vegetação em uma extensão limitada pelo Ibama. Uma das áreas que deveriam ser prevervadas eram 30 metros de fundo de vale, onde a vegetação é nativa e, por lei, não pode ser derrubada.
Rasera conta, ainda, que houve assoreamento em um córrego, ou seja, foi jogada uma quantidade muito grande de terra no rio, o que pode interromper o curso hídrico. Por causa deste problema, a Élio Winter S/A recebeu uma multa de R$ 15 mil. Pelo corte ilegal de árvores, foi multada em R$ 22,8 mil.
Vamos recorrer. Garanto que não desmatamos o trecho que não estava autorizado. Alguma máquina pode, eventualmente, ter ultrapassado a área cujo corte de vegetação era autorizado. Mas isso não chegaria a 0,6 hectares, defende-se o dono da empresa, Élio Winter. Segundo ele, a lei federal prevê a preservação de apenas 15 metros das margens de rio em área urbana. Mesmo assim, tivemos licença do IAP para preservar os 30 metros. Essa extensão foi respeitada, mas mesmo que não tivesse sido, eu ainda estaria dentro da lei, diz.





