A promotora de Defesa do Meio Ambiente, Maria Lucia Ferreira Reichenbach, convocou técnicos do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) para uma audiência na tarde de sexta-feira. Ela vai exigir dos ténicos esclarecimentos detalhados sobre os resultados de análises e relatórios enviados à Promotoria.
Os documentos do IAP são relativos a análises físico-químicas e microbiológicas das águas do córrego do Leme e outros que deságuam no Lago Igapó, formado pelo ribeirão Cambezinho na área central de Londrina. O problema é que os laudos estão em linguagem técnica, de difícil entendimento para a promotora e leigos. ‘‘As análises solicitadas e realizadas objetivam determinar os índices de poluição resultante das estações de tratamento de esgoto da Sanepar. Agora, vamos saber qual é este nível, e que providências podemos tomar para solucionar o problema’’, afirma a promotora.
Além dos técnicos do IAP, Maria Lucia Reichenbach estudava no final da tarde de ontem a possibilidade de convocar para a audiência também representantes da Sanepar e da Autarquia do Meio Ambiente (AMA). O IAP e a AMA têm desenvolvido, nos últimos anos, trabalhos conjuntos para detectar e coibir as fontes poluidoras do Igapó. ‘‘Sabemos que a Sanepar é um dos grandes poluidores, mas há também muitas residências, indústrias e estabelecimentos comerciais jogando poluição no Igapó e córregos afluentes. Queremos conhecer a lista completa dos poluidores e saber quais as medidas administrativas estão sendo tomadas pela AMA e IAP contra eles, antes de uma medida mais enérgica da Promotoria.’’

mockup