IAP divulga laudo sobre poluição na fábrica de baterias em 20 dias
O químico da área de controle de poluição industrial do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Roberto Gonçalves, confirma que a instituição recebeu a reclamação contra a Tamarana Metais, no dia 17 deste mês. Segundo ele, o IAP já começou o trabalho de investigação, inclusive com um técnico visitando a empresa e contato preliminar com o denunciante.
Gonçalves explicou que o trabalho pode levar algum tempo para ser apurado. Vamos ter que ir várias vezes à empresa, verificar o funcionamento do equipamento e colher amostras de água, para análises bacteriológicas e de chumbo. Tudo isto demanda um certo tempo, principalmente porque nossa seccional atende a 28 municípios da região, explicou.
Segundo ele, a empresa de Tamarana está licenciada pelo IAP para funcionar como fundição secundária de chumbo com reaproveitamento de baterias, nunca tendo apresentado problemas desde sua inauguração, em 96. Todos os equipamentos usados ali foram exigidos por nós, inclusive o sistema de filtro e a neutralização de líquidos. Além disto, fazemos acompanhamento períodico, com fiscalização em dias e horários incertos, garantiu.
O químico explicou que o sistema de filtros da empresa deve retirar todas as partículas e lavar os gases. A filtragem é feita em duas etapas. Primeiro a fumaça passa por um filtro de tecido que segura todas as partículas sólidas. Depois vai para um lavador de gases onde ocorre a neutralização. As duas etapas possuem um dispositivo que, se ocorrer qualquer problema, interrompe imediatamente a fundição, afirmou.
A manipulação de ácido da bateria na empresa também segue as orientações do IAP, segundo o químico. De acordo com nossas exigências, o ácido deve ir para um tanque onde é neutralizado. Aliás, a própria manipulação das baterias devem ser feitas em locais fechados, para evitar problemas com chuva e dispersão de partículas, afirmou.
A borra ou escória, na opinião de Gonçalves, contêm uma quantidade bastante pequena de chumbo metálico. Mesmo assim, já estamos exigindo da empresa que dê uma destinação que não o enterro desta escória. De qualquer maneira, este é o menor dos problemas, afirma.
Para ele, embora a empresa até o momento venha seguindo as orientações, qualquer reclamação deve ser avaliada. Até que se prove em contrário, é uma denúncia muito séria. E precisa ser investigada, afirma. Roberto Gonçalves estima que o laudo do IAP deve ficar pronto em 20 ou 30 dias. (T.E)





