IAP divulga condições de água do Igapó
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sábado, 23 de dezembro de 2000
Érika Pelegrino de Londrina 
Nos últimos meses o Lago Igapó foi vítima de toda sorte de poluição. Descarga clandestina de óleo combustível, lixo jogado nos bueiros e que desembocam nas águas do lago, vazamento de esgoto, descarga de resíduos industriais. Após tantas e constantes agressões, o resultado é que neste verão os cinco pontos utilizados por banhistas no verão encontram-se em péssimas condições.
Isto foi o que constatou o primeiro laudo do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) apresentando a classificação da qualidade de água para banho e recreação, divulgado ontem. Três deles Ponte Avenida Higienópolis, no Igapó 1; Corpo de Bombeiros, no os 2 e Ponte do Parquinho, no Igapó 4 receberam a pior classificação: imprópria.
O ponto da Barragem e do Teatro do Lago, ambos no Igapó 1, apresentaram a segunda pior classificação: satisfatória. As outras classificações são: muito boa e excelente. As amostras para análise foram colhidas entre quatro e 19 de dezembro. Até fevereiro, o IAP irá analisar a qualidade da água semanalmente.
Se comparado ao período de 10 de dezembro a 9 de março do ano passado, quando foram realizadas 12 análises, dois pontos sofreram uma significativa piora na qualidade da água. O ponto da Barragem e do Teatro do Lago, ambos no Igapó 1 e mais utilizados por banhistas na época de verão, decaíram de excelente para satisfatória.
O ponto da Avenida Higienópolis, hoje classificado como imprório para banho, nas análises do ano passado recebeu quatro classificações satisfatórias e nas oito últimas análises decaiu para imprópria.
O Corpo de Bombeiros, Igapó 2, hoje também impróprio para banho, chegou a receber três classificações excelentes e uma satisfatória no ano passado. Já o ponto da ponte do parquinho, no Igapó 4, em todas as 12 análises realizadas de 10 de dezembro a 9 de março do 99, se manteve como impróprio, assim como no laudo divulgado ontem.
A diretora-técnica da Autarquia Muncipal do Ambiente (AMA), Silvia Saadjiam, afirma que a única forma de diminuir a poluição no Lago Igapó é investindo em contratação e treinamento de fiscais. Hoje temos 19, na minha opinião precisamos de pelo menos 10 vezes mais, diz.


