IAP discorda de metodologia do ProAr
O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) discorda do método desenvolvido pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), alegando que eles não seguem as normas estabelecidas pela legislação ambiental, definidas através do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama). Por não ser um método reconhecido pelo Conama, o IAP entende que ele não pode ser utilizado para monitorar e classificar a qualidade do ar.
Ana Cecília Nowacki, chefe da Divisão de Tecnologia Ambiental do IAP, disse que o estudo proposto pela UFPR pode funcionar como um indicativo do índice de poluição, apontando se determinada região está mais ou menos poluída em relação a outro ponto da cidade. Porém, continua Ana Cecília, através dessa metodologia nunca será possível medir o índice de poluição.
Atualmente o IAP avalia a qualidade do ar através de seis estações de monitoramento. Duas delas estão em Araucária, Região Metropolitana de Curitiba, uma na Santa Casa, uma no bairro Santa Cândida e outra na Cidade Industrial, na capital. O instituto está preparando a instalação de mais uma em Araucária, e outras duas em Campo Largo e São José dos Pinhais.
Desde que o monitoramento teve início, em 1980, nunca foram detectados índices alarmantes de poluição em Curitiba e Região Metropolitana, segundo o IAP. A explicação do que às vezes ocorre são variações nos índices de poluição, como acontece na estação da Santa Casa, por exemplo, devido a grande concentração de veículos na região. No entanto, os índices não chegam nem próximo de situações que ofereçam algum perigo.





