O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) deverá soltar uma normativa, dentro de 60 dias, para regularizar a ocupação da orla da represa Capivara, em Primeiro de Maio (61 km ao norte de Londrina). A notícia foi oficializada na noite de anteontem, durante uma reunião do Consórcio Intermunicipal da Bacia Capivara (Cibacap), que contou com a participação do secretário estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos e presidente do IAP, Lindsley da Silva Rasca Rodrigues.
Segundo ele, a hidrelétrica Duke Energy, dona de 970 quilômetros de orla, se comprometeu a fazer uma estratificação dos principais problemas registrados na área, que englobam desde a construção irregular de cercas, ancoradouros, trapiches e rampas até residências antigas. ''Até o levantamento ficar pronto, a Duke deverá suspender as mais de 3 mil notificações feitas aos ocupantes da orla da bacia'', assinalou Rodrigues.
A partir das informações levantadas pela Duke Energy, e com a anuência da empresa, o IAP realizará uma análise ambiental do local. Se for confirmado que os projetos ali desenvolvidos são de baixo impacto para a represa, o instituto autorizará a exploração por meio de uma instrução normativa.
De acordo com o diretor do Cibacap, Antonio Velasco, apenas 15% dos 970 quilômetros de orla podem ser utilizados para expansão urbana e turismo. O restante é considerado Área de Preservação Permamente (APP). ''Como o turismo é uma importante fonte de empregos e alavanca o comércio dos municípios do entorno de Primeiro de Maio, queremos a regularização do uso das águas da bacia para poder explorá-la comercialmente sem causar danos ambientais'', disse.
®MDNM¯ Hoje, a faixa de 100 metros da margem da bacia Capivara é explorada por chacareiros, horticultores, condomínios, loteamentos e investidores, conforma afirmou Velasco. ''Quem construiu na área não tem a titularidade do imóvel, que pertence à Duke Energy. Com a normativa, esses imóveis passarão a ser regulamentados pelo IAP'', concluiu o diretor do Cibacap.

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