IAP deve estipular hoje a multa por vazamento
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quinta-feira, 27 de junho de 2002
Luiz Claudio Oliveira<BR>Equipe da Folha 
Curitiba - O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) deve definir hoje a multa a ser aplicada na empresa Ingrax Indústria e Comércio de Graxas Ltda., responsável pelo vazamento de cerca de 6 mil litros de óleo lubrificante no Rio Atuba, na região de Curitiba. Até ontem, no meio da tarde, perto de 2,5 mil litros de óleo já haviam sido retirados das águas dos rios Atuba e Iguaçu, segundo técnicos do IAP.
O óleo não está passando da última barreira, onde chega apenas uma pequena película, afirma o diretor do IAP, José Luiz Bolicenha. A última barreira já é no Rio Iguaçu, na altura do Zoológico no Parque Regional do Iguaçu. O que ainda passa pela barreira sete (a penúltima), pára na oitava, assegura Bolicenha.
O IAP está coletando amostras da água e também verificando os prejuízos à flora e à fauna atingidas pelo vazamento. Até agora não foi encontrado nenhum animal morto e a flora ainda existente no local, já anteriormente bastante deteriorado, teria sido pouco atingida. Acredito que nesta sexta-feira ou, no mais tardar, na segunda-feira, deveremos ter concluído os laudos para estipularmos a multa, afirma o diretor do IAP.
O vazamento de cerca de 20 mil litros de extrato aromático neutro pesado, um tipo de óleo lubrificante, aconteceu na terça-feira, no pátio da Ingrax. Um tanque estourou quando estava sendo feito o transbordo do produto que havia chegado em um caminhão-tanque.
Do que vazou, 3 a 4 mil litros escorreram pelo pátio e foram contidos ali mesmo. Cerca de 6 mil foram pela tubulação até o Rio Atuba e o restante foi recuperado em tanques da indústria. Desde terça-feira foram suspensos os trabalhos da empresa. Cerca de 30 homens ainda continuam trabalhando nos oito pontos de barreiras que se estendem por cerca de 20 quilômetros pelo curso do Rio Atuba até o Rio Iguaçu.


