Edna Mendes
Enviada a Quatiguá
A Prefeitura de Quatiguá (63 Km ao sul de Jacarezinho) foi notificada ontem pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP) por causa das condições inadequadas do local onde é depositado o lixo coletado na área urbana. Moradores denunciam que os resíduos não são aterrados e que funcionários da prefeitura põem fogo no lixo provocando fumaça tóxica e proliferação de moscas.
O IAP deu um prazo de 72 horas, vigorando desde ontem ao meio-dia, para que a prefeitura regularize a situação do ‘‘lixão’’. O órgão ameaça autuar o município, interditar o local e encaminhar a denúncia ao Ministério Público.
Segundo o chefe regional do escritório do IAP em Jacarezinho, Luiz Tarcísio Mossato Pinto, a área onde é depositado o lixo é apropriada, mas as condições de operação dos resíduos são irregulares. ‘‘O lixo está sob céu aberto, há terra em volta mas isso não ameniza o problema do mau cheiro e proliferação de moscas. O ideal é que a prefeitura abra valas com drenagem para o chorume e aterre o lixo’’, explicou.
Há cinco anos a prefeitura foi autuada por causa do lixo. ‘‘Naquela época autuamos a prefeitura por disposição inadequada de resíduos sólidos urbanos. Esperamos que dessa vez a prefeitura resolva mais rapidamente esse problema para que possamos evitar a interdição’’, afirmou.
O agricultor José Olívio Depizzoli, 45 anos, que mora distante cerca de 150 metros do ‘‘lixão’’, disse que seus familiares sofrem por causa do lixo. ‘‘Temos muitos problemas respiratórios e dores de cabeça por causa do mau cheiro. Existe foco de incêndio o tempo todo, o que piora a situação. Já procuramos várias vezes a prefeitura, mas nada foi feito’’, afirma. Depizzoli acusa funcionários da prefeitura de colocarem fogo no lixo.
O prefeito de Quatiguá, Jorge Camilo Ramalho (sem partido) admitiu que funcionários da prefeitura colocam fogo no lixo. ‘‘Senão não damos conta da quantidade de lixo. Não temos recursos financeiros para melhorar o lixão e achávamos que o fogo amenizaria o problema’’. Ele garantiu ao IAP que hoje e amanhã as máquinas da prefeitura vão aterrar o lixo.
Ramalho disse ainda que uma empresa especializada em projetos de aterros sanitários, de Curitiba, está elaborando um estudo sobre um aterro a ser construído na cidade. Segundo ele, serão necessários cerca de R$ 100 mil, prometidos pelo governo estadual.Local é considerado correto pelo instituto mas funcionários da prefeitura colocam fogo em vez de aterrar o material depositado
Carlos AlmeidaPROVIDÊNCIASO prefeito Jorge Camilo Ramalho disse que vai mandar aterrar o lixo e espera verba para um aterro

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