IAP contesta o Crea e diz que multou a Repar
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 15 de fevereiro de 2001
Israel Reinstein De Curitiba 
O diretor-presidente do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Mário Sérgio Rasera, rebateu ontem as críticas do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Paraná (Crea-PR), que pôs em dúvida a ação do instituto ao fiscalizar a Petrobras. Anteontem, o Crea divulgou um relatório sobre o derramento, no dia 16 de julho do ano passado, de 4 milhões de litros de óleo cru da Refinaria Presidente Getúlio Vargas, em Araucária (Região Metropolitana de Curitiba).
Rasera entende que o órgão estadual vem realizando o seu papel de controlar as grandes empresas que apresentam risco de poluição. No caso da Petrobras, diversas multas haviam sido aplicadas antes do vazamento, disse.
O diretor acrescentou que o monitoramento das indústrias acontece desde o momento do licenciamento delas. Técnicos com licença do Crea fazem projetos que são aprovados pelo IAP. Eles (Crea) teriam que ser os principais responsáveis pelo danos causados à comunidade, cutucou Rasera.
Para o presidente do IAP, a proposta do Crea de criar uma legislação que obrigue a implantação de planos de contingência e emergência é positiva. Ele entende que, se for aprovada uma lei nesse sentido, os órgãos ambientais ganham mais instrumentos de controle.
O Crea defende a criação de uma lei que obrigue a existência de grupos de gerenciamento de riscos perto das zonas industriais de todo o Estado. Esses grupos contariam com a presença da sociedade e de entidades de classe.


