IAP contesta dados da SOS
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 27 de abril de 2001
De Curitiba 
O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) contestou ontem, através da assessoria do Palácio Iguaçu, as informações contidas no Atlas da Fundação SOS Mata Atlântica. Na matéria distribuída na agência oficial, o governo contesta os números contidos no Atlas. Segundo a publicação, entregue oficialmente ao governo do Estado ontem, o Paraná teria apenas 1.594.000 de hectares de remanescentes florestais. Técnicos do IAP afirmam que o Paraná possui cerca de 2.400.000 hectares de remanescentes florestais o que representa uma diferença de 890 mil hectares entre os dados do Estado e dos divulgados pelo Atlas, consta no release.
O engenheiro-agrônomo Paulo Roberto Castella, do IAP, afirma que um levantamento recente do Projeto de Conservação e Utilização Sustentável da Diversidade Biológica Brasileira (Probio), coordenado pela Fundação de Pesquisas Florestais do Universidade Federal do Paraná (Fupef), confirmou a existência de uma área 1.340.000 hectares de Floresta com Araucária (Floresta Ombrófila Mista) somente em 51% do território do Estado, que foi objeto do estudo.
Além disso, de acordo com o IAP, estudos feitos pelo Programa de Proteção à Floresta Atlântica (Pro-Atlântica), financiado pelo banco alemão KFW, confirmam a existência de 852.500 hectares de Floresta Ombrófila Densa e ecossistemas associados remanescentes. A informação é do coordenador do Programa, Valmir Detzel. A essas áreas, somam-se outros remanescentes de Floresta Estacional Semi-Decidual, como o Parque Nacional do Iguaçu com 185 mil hectares.
No texto distribuído, a Fundação SOS aponta desmate de aproximadamente 900 hectares em área de restinga no Estado. No entanto, esses números não foram destacados nos mapas do Atlas. A Sema contesta também critérios utilizados, como o não esclarecimento de em quais estágios sucessionais os desmates ocorreram.
Segue a matéria ainda que mesmo contestando esses dados, a Secretaria de Meio Ambiente do Paraná entende a importância do trabalho da SOS Mata Atlântica, que vem incentivar programas de governo na área ambiental. Implantados desde o início de 1995, essas ações governamentais estabelecem uma política ambiental ampla, a exemplo da Rede da Biodiversidade, recuperação de matas ciliares, criação e implantação de Unidades de Conservação, fiscalização ostensiva em conjunto com os demais organismos.


