IAP coleta água em área que abriga lixo tóxico
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 19 de fevereiro de 1999
Osmani Costa 
Uma equipe de técnicos do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) esteve anteontem coletando amostra de água para análise no sítio onde a fábrica de baterias Reifor depositou, entre 1994 e 95, cerca de 1.200 caminhões de resíduos industriais. No início da semana, o Centro de Direitos Humanos (CDH) de Londrina denunciou que a área - que fica no patrimônio da Selva (zona sul) - estaria contaminada por chumbo e outros produtos tóxicos.
O superintendente regional da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema, à qual o IAP é ligado), José Roberto Mazocatto, acompanhou a coleta de água na nascente de um córrego dentro do sítio - um dos afluentes do Ribeirão Três Bocas - e explicou que o resultado das análises estará pronto dentro de aproximadamente 15 dias. A amostra, com cerca de um litro de água, foi enviada para análise nos laboratórios centrais do IAP em Curitiba.
Mazocatto afirmou que a coleta foi feita porque a direção do IAP e da Sema ficaram preocupadas com a denúncia de possível contaminação feita por membros do CDH na imprensa londrinense. Segundo a denúncia, o chumbo teria contaminado membros da família de Valdir Gonçalves Pereira, que na época era arrendatário do sítio e foi obrigado a abandoná-lo por causa de problemas de saúde da filha Lilian, então com 10 anos. A assessoria jurídica da Reifor garantiu que o depósito de lixo tóxico é totalmente seguro e não provoca contaminação ao homem e ao meio ambiente.


